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E
os rios? Eles manifestam todas as propriedades da água, mas são os minerais ionizados, os materiais
dissolvidos ou suspensos, além da estrutura das assembléias
dos seres vivos que dão a cada rio, ou trecho de rio, características
particulares e únicas. Se ficarmos sentados na margem de um rio, ficamos
impressionados com as quantidades de água que continuamente fluem através
de seu leito. No entanto, eles representam uma porção ínfima
da água no planeta, ou seja, apenas 0,0001% do total. A impressão
de grandes volumes nos rios deve-se ao "contínuo" de passagem, ou seja,
as águas passam continuamente, dando a impressão de grandes
volumes.
Pode-se depreender que essa contínua disponibilidade
de água também é condição de contínua
drenagem superficial e que são intensos os processos que ocorrem nos rios,
pois são eles que recebem as grandes cargas geradas no ambiente terrestre.
Faz sentido a metáfora utilizada pelo grande limnólogo alemão
Harald Sioli, que viveu na Amazônia por décadas e dizia que "os
rios têm a função renal no contexto ecológico da paisagem".
De fato, as águas superficiais ou infiltram ou escoam para os trechos
mais baixos da paisagem, fluindo daí em direção às
planícies, lagos ou oceanos.
Continuação  |